sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

sempre

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dia vinte nove de novembro de mil novecentos e oitenta e sete, nasceu o meu irmão do meio. dez de dezembro de mil novecentos e noventa, nasceu a minha irmã mais nova. dezesseis de dezembro de mil novecentos e cinquenta e três, nasceu minha mãe. onze de maio de mil novecentos e cinquenta, nasceu meu pai. é interessante como nunca esquecemos o dia do nascimento das pessoas a quem amamos. intrigante como ninguém lembra o dia em que nasceu jesus.

aquele que mudou a ordem das coisas e rasgou a história em duas, não teve aplauso nem lembrança. o que talvez cumpra um propósito. o poder de sua vida não cabe nas horas silentes de um dia qualquer na linha da história, mas ultrapassa as fronteiras da pequenina belém e alcança os espaços abertos no coração de quem, em qualquer tempo e lugar, volta à cena da manjedoura, em busca de pureza e graça. temos um conterrâneo na trindade. ele nasce hoje e sempre.



feliz sempre!

5 comentários:

K entre nós disse...

"Temos um Conterrâneo na Trindade"
(!!!!!)

Caramba! Que coisa mais linda!
Como é que a gente nunca atentou pra isso?!

Simplesmente morri com esta frase!

Obrigada, Cândido!
Mais uma vez, obrigada!
Suas palavras são pílulas de alegria na minha vida!

joêzer disse...

belo mui belo!

Dri disse...

Cheguei aqui através do K entre nós, que fez um citação sua...
Que lindo texto e que profundidade...
Que Nosso irmão Cristo continue a lhe abençoar!!

Nana disse...

Voce escreve muiiiitoo bem!!!!
I'm proud. mas da onde voce escreve?

cândido gomes disse...

de são luís, ma.