segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

vale

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ps houve um problema com o servidor da "fitinha". mas aí está outra canção especial do novo cd dos arautos do rei.

domingo, 21 de dezembro de 2008

silencio

"duas coisas indicam fraqueza: calar-se quando é preciso falar e falar quando é preciso calar-se", diz um antigo provérbio persa.
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não quero comentar o óbvio. quanto a isso silencio.
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aprendi que o silêncio é eloqüência em situações em que o grito impera. aprendi que quando silencio, mesmo a minha ignorância passa despercebida. aprendi que silêncios são essenciais para viver bem vinte e quatro horas. inda não aprendi nem um décimo do que deveria ter aprendido.

mas o que aprendi, aprendi sendo ferido pelos golpes desferidos por lancetas que não voltam: palavras ditas.
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silencio.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

ouça | arautos do rei

cresci ouvindo os clássicos de arautos do rei. aliás, um dos meus sonhos de infância era cantar um dia neste que é o grupo musical mais tradicional e mais conhecido da igreja adventista. desde que me entendo por gente, acompanho as formações, os discos, as apresentações.. e sofri com os tempos difíceis que o quarteto enfrentou. orei por esse ministério tão valioso.

não faz muito tempo, foi lançado o novo cd dos arautos: "vale a pena esperar". já ouvi e gostei. apreciei a combinação das vozes e a volta do társis. espero que este álbum seja uma bênção para os que ouvem e os que cantam.. minha canção predileta é "se a mão de Deus tocar em mim", do mestre jader santos - sempre inspirado e inspirando.

Deus abençoe os arautos e você que apoia este ministério adquirindo o cd, cantando as músicas ou mesmo orando.
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vale a pena ouvir..

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

mensagem para você, 1/2

"jeremias ainda estava preso no pátio da guarda quando o senhor lhe dirigiu a palavra pela segunda vez: 'assim diz o senhor que fez a terra, o senhor que a formou e a firmou: clame a mim e eu responderei e lhe direi coisas grandiosas e insondáveis que você não conhece'" (jeremias 33:1-3).

nunca fui muito popular nos meus tempos de escola. lembro de um episódio, em especial, que tornou isso ainda mais claro para mim. eu tinha uns treze anos e fazia a oitava série, quando houve em cada turma uma semana especial: a semana das mensagens. cada aluno escreveria mensagens especiais para os colegas. seriam mensagens de elogio, admiração, conforto, incentivo. é bem verdade que alguns aproveitaram a oportunidade para escrever mensagens mais coloridas, mais românticas, mas o objetivo inicial era simplesmente levar os alunos a maior interação e desenvolver neles o desejo de ajudar alguém próximo ou distante com uma mensagem oportuna.

você tinha que ver o clima que se estabeleceu na classe.. a cada manhã os alunos trariam seus bilhetinhos bem escritos e dobrados e os depositariam numa caixa especial, posta sobre a mesa do professor. as mensagens seriam entregues somente na sexta-feira, assim um certo ar de competição logo se instalou. quem receberia o maior número de bilhetes? quem seria o mais lembrado?

o que eu não tinha de popularidade achava que tinha de esperteza. logo formulei um plano e a equação era muito simples: "eu não sou popular, logo não vou receber muitas mensagens dos meus colegas. mas, e se eu escrever algumas mensagens anônimas e endereçá-las a mim mesmo?" isso era perfeito! já na segunda-feira eu conseguia imaginar o sucesso reservado para a sexta. voltei para casa no fim das aulas e passei a tarde preparando bonitos cartões, com bonitas mensagens.. para mim mesmo. escrevi quinze, ao todo. lembro que em um deles escrevi assim: "cândido, você é muito bonito. ass.: admiradora secreta". em outro, as palavras foram: "cândido, te acho muito inteligente. ass: alguém especial". outro dizia: "cândido, adoraria conhecer você um pouco melhor. anônimo". e assim, fui escrevendo minhas mensagens..

lembro que na sexta-feira um momento especial foi reservado para a entrega dos bilhetes e cartas da tal caixa. eu ficava todo expectante em cada vez que alguém se dirigia até minha carteira e dizia: "cândido, mensagem pra você!" era uma sensação muito gostosa, que eu experimentava somente até perceber que aquela era apenas mais uma das mensagens que eu criara para mim. no fim da distribuição, eu tinha em mãos dezesseis mensagens: as quinze que eu mesmo havia escrito e uma da professora - ela escreveu para todos os alunos.. não me recordo se fui o campeão de mensagens daquele dia, só sei que voltei para casa triste. tudo que tinha nas mãos eram mensagens de mentira.

se a bíblia possuísse um subtítulo, as letras douradas da sua trariam os seguintes dizeres: bíblia - mensagem para você. de uma maneira milaculosa, esse livro de capas pretas contém mensagens que atravessam o tempo e alcançam vidas até hoje. são mensagens de um Deus pessoal, endereçadas a pessoas específicas, a quem ele conhece muito bem. embora eu não saiba explicar como isso acontece ao certo, já vivi o bastante para ver este mesmo milagre se repetindo várias vezes.

o problema acontece quando não recebemos suas mensagens, preferindo ocupar nossas mãos com as mensagens de plástico que criamos para nós mesmos; quando visitamos suas páginas, mas não transformamos seus conselhos em normas de vida; quando torcemos, invertemos, adaptamos sua dimensão ao nosso número pequeno e egoísta.. quando apontamos, ao invés de encararmos suas verdades.

a mensagem da bíblia não é direcionada a igrejas, mas a pessoas. a bíblia é bem mais que livro-texto para essa avalanche de denominações cristãs surgidas nos últimos anos, é um recado divino e pessoal. a bíblia é mais que um compêndio teológico, é uma carta de amor escrita por um pai, e escrita com gotas de sangue.

a bíblia não contém sempre as mensagens que queremos ouvir, mas as que precisamos ouvir. tolo é quem insiste em querer aprisionar a sabedoria divina nas molduras de predileções humanas e esquece que Deus tem reservado para nós "coisas grandiosas e insondáveis que não conhecemos". a mensagem da bíblia é a mensagem necessária, é o único roteiro que conduz ao final feliz. a quem você vai ouvir?
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continua..

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

nós

"então jacó trabalhou sete anos por raquel, mas estes lhe pareceram poucos dias, pelo tanto que a amava" (gênesis 29:20).
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jacó é um dos personagens centrais do relato bíblico. não é sem motivo que o povo de Deus carrega seu nome, antes e depois da cruz.. seus caminhos, seus sonhos, suas lutas, suas fugas foram palco para um milagre transformador de Deus em sua vida. quando assumiu suas vergonhas, foi declarado vencedor. mas há um capítulo especial de sua história que me alcança com mais força esses dias..

jacó era um homem sensível. apegado à mãe e às coisas de casa. talvez o maior preço pago por seus erros tenha sido sair de casa antes da hora e para nunca mais ver o rosto de sua superprotetora.. longe de casa, sozinho, peito apertado, o jovem viajante encontra uma moça que lhe desperta e, ao mesmo tempo, rouba o amor. agora, sandálias empoeiradas, cajado nas mãos e uns poucos trocados na bagagem, o rapaz apaixonado decide entregar seus dias, seu suor e suas lágrimas para ter sua amada. e foram muitos dias. foram anos..

aprendi vivendo que o tempo é relativo. os anos, os dias e até as horas de nosso pequeno pedaço na linha do tempo ganham significado quando unidos a outro pedaço, na vida de outrem, por um dos nós do amor. esperar é inevitável, mas o sofrimento é relativo.. quando não esperamos simplesmente um dia, mas quando esperamos alguém. quando o "eu" se transforma em "nós". quando, mesmo sozinhos, não esperamos a sós..
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nós de amor. amor de nós. amor que une à distância, fortalece com a dor, nós que amamos conhecemos.. nós que encurtam a espera e alargam as fronteiras da felicidade.. amamos assim, quando existe um coração além daqui..

quando penso no que ainda vai acontecer em nós, por nós e através de nós, agradeço a Deus por esse nó que nos uniu.
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escolha os melhores nós..
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ps inda bem que eu te encontrei.. volto logo.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

flores

"mamãe, onde é que tem espinho?", foi a pergunta que me fez sentir frio na espinha. para mim, era estranho ouvir essas palavras de uma criança de três ou quatro anos. seus olhinhos azuis como que só viam a rosa que tinha nas maõs. sua questão veio doce, mas cheia da certeza pueril. que a garotinha conhecia flores, eu imaginava. mas que ela sabia dos espinhos, isso me assustou.

gosto de encarar a vida com bons olhares. gosto de procurar respostas e sentido no que consigo ver e apostar no invisível, quando fica escuro. mas não é preciso viver muito para perceber que as muitas flores que vivemos têm também os seus espinhos. gosto do colorido, do cheiro bom e do romance com que a vida das muitas flores nos presenteia. inda assim, até as mãos pequenas são feridas pelos intrusos cortantes que ela traz consigo. parece pessimismo, mas é triste viver sabendo dos perigos. até as alegrias nos desafiam ao preparo para o depois. cada riso tem seu preço, cada lágrima, um porquê. o beijo é a véspera do escarro. o choro é o riso da dor. e como ela ri.. é vivendo que se descobre que o espinho é o preço da flor, que, vivendo, se morre aos poucos, pois o tempo nos leva aos pedaços.

é preciso flores já que a vida é jardim, mas é preciso conhecê-las, aceitá-las, superá-las. é preciso sobretudo conhecer o jardineiro, conhecer a história das flores e do jardim. no plano original só eram flores os enfeites, mas os defeitos da escolha nos cobram seus preços até hoje. o homem do jardim não ficou assim calado. fez tudo que pôde, mas já era tarde. uma promessa foi sua única arma: quando ele morresse, seu sangue seria o remédio para as flores, que acabaria com os espinhos. ele morreu. o sangue ainda está aí. pouca gente usa a fórmula, mas ela existe.

a pergunta inicial teve, no entanto, uma resposta bem oportuna: "não, filhinha. essa flor não tem espinho. o homem do jardim já tirou". a resposta da mãe contentou a pequena e a mim também. pensei na vida, nas flores e no sangue. embora ainda haja espinhos e sangue, há cura. existe cura através do sangue do homem do jardim. o tempo passa, mas nada apaga a receita das flores e das pessoas.

ande pela vida colhendo flores e curando vidas também. quando olhar uma flor por aí, lembre da história e do homem.

lembre-se.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

amado

"daniel, você é muito amado" (daniel 10:11).

nem havia aberto os olhos. ainda experimentava o gosto estranho do "amém" que acabara de dizer, encerrando a oração, quando alguém bateu à porta.. era o fedex. "senhor cândido gomes?", foi a saudação do homem de amarelo.. e eu mal podia acreditar. o documento que eu esperava há dias chegou a tempo, uma hora antes do limite da espera. foi um milagre. senti um toque do céu. senti-me lembrado por Deus, e, mais que isso, amado.

não consigo lembrar de muitas orações minhas atendidas assim tão rapido.. isso parece coisa exclusiva do pessoal da bíblia. mas vivi o suficiente para entender que cada filho de Deus pode protagonizar cenas deste tipo, ainda que não possa prever quando. parece que nossa memória prefere guardar as orações aparentemente sem respota, irmãs da demora.
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daniel viveu coisas assim também. um dia ele orou a Deus pedindo explicações (e quem é que nunca orou por explicações?) e a bíblia diz que, antes que ele pudesse levantar, veio um anjo do céu que lhe tocou no ombro, dizendo: "daniel, assim que você começou a orar, houve uma resposta, que eu lhe trouxe".. e aqui vem a frase que eu mais gosto: "porque você é muito amado" (daniel 9:23).

mas houve um outro dia em que o mesmo daniel fez outra oração, pedindo outras explicações.. só que desta vez sem muito sucesso. quando abriu os olhos, em lugar de receber a resposta de um anjo, ele não ouviu nada além do grito do silêncio. mas orou mais uma vez, e outra, e outra.. orou no dia seguinte e no outro, e no outro. a oração era mesma. jejuou, clamou, chorou. e foi assim durante três longas semanas, mas sem resposta. não sei se você já experimentou algo assim, mas não deve ser nada gostoso.
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ao final dos vinte e um dias, o mesmo anjo veio trazendo a resposta há muito pedida. a cena agora é outra. daniel está fraco, olhos marcados pela vermelhidão, cabelos desgranhados, voz rouca, e uma oração ainda viva.. a luz angelical invade o cenário escuro com a frase que agora soa diferente: "daniel, você é muito amado" (daniel 10:11). o que daniel talvez não soubesse é que desde o primeiro momento em que ele orou a Deus, suas palavras foram ouvidas. o mensageiro veio mostrar o que acontecia nos bastidores do céu, além do véu invisível que esconde a guerra espiritual entre o bem e o mal.

mesmo uma singela oração tem conotações cósmicas. ao orar a Deus, declaramos diante do universo de que lado estamos na guerra espiritual.. e estamos do lado vencedor, pois do outro lado da linha fina da oração estão os recursos ilimitados de Deus. mesmo a prece inocente de uma criança ao pé da cama, antes de dormir, não passa despercebida. nossa oração é o dedo mínimo humano que faz mover o braço onipotente de Deus.

ore. ore mais. ore sempre. quando você ora, o céu age em seu favor. pode ser no espaço de alguns segundos ou depois de longos anos.. se pudéssemos ver as coisas como Deus as vê, perceberíamos que isso não é o mais importante. o que importa é que o relógio de Deus nunca marca atraso e que somos filhos muito amados.
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se você vive seus vinte e um dias de silêncio, não desanime.. se você pudesse ouvir o que andam dizendo nos bastidores do céu, ouviria Deus dizendo assim: "espere mais um pouco, filho. vamos vencer essa luta. você é muito amado!" continue do lado de quem nunca perdeu uma batalha.. e o ama mais do que tudo.
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e abra os olhos.
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ps todo frio tem mais frio sem você. saudade dos abraços que mais amo. saudade de casa. e descanse..

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

espelho, 4/4

você alguma vez já se sentiu frustrado? já se sentiu angustiado ao perceber sua vida tomando rumos estranhos? já sentiu um aperto no peito ao desconfiar da sua felicidade? já teve medo de não ser feliz, de não estar fazendo a coisa certa? já se sentiu inseguro?

a vida é tão rara e tão frágil que às vezes dá medo de viver. inda mais quando existe um vilão à solta - o mal chamado pecado. o problema fica maior quando ele vem disfarçado, sob a máscara de um desejo sincero, uma necessidade real. em realidade, o pecado é um tipo de amor centralizado no objeto errado. e se com nossa visão vesga e carente de foco nos entregamos a esse amor doentio com tanta rapidez, como andar pela vida com passos seguros e confiantes, sem medo do futuro?

lembro bem de 1994. eu tinha oito anos e aquele foi o ano em que o plano real teve início no brasil. era uma segunda-feira e meu pai voltou mais cedo do banco em que trabalhava. aquele foi um dia de mudanças - uma nova moeda passava a circular no país. fiquei muito feliz ao ver meu pai chegar em casa ainda à tarde, mas parece que a alegria aumentou quando ele tirou do bolso a mais bonita cédula de r$ 1,00 que eu já vi na vida. meu irmão mais novo e eu recebemos uma nota, cada. fiquei como que encantado tendo aquele papelzinho verde nas mãos. não sabia o que fazer com tanto dinheiro.. não sabia como gastar. não sabia nem como guardar a minha pequena fortuna.. lembro que meu irmão correu imediatamente até a mercearia da esquina e trocou sua nota por várias moedas. dois dias depois, já andava arrependido de seu "negócio da china", pois perdera suas muitas moedinhas.

eu tive uma idéia melhor. voltei ao meu pai com a cédula nas mãos e pedi: "pai, o senhor pode guardar a minha nota?".. meu pai expressou a surpresa: "filho, pode ficar com ela. é sua!".. mas eu continuei: "eu sei, pai. é que eu tenho medo de perdê-la.."

meu pai guardou o meu dinheiro. guardou como eu não conseguiria guardar, e me devolveu quando decidi gastá-lo. o que eu comprei? não lembro. mas nunca vou esquecer a paz e tranquilidade que senti por saber que meu presente valioso estava bem guardado.

quando paro para pensar seriamente sobre o que estou fazendo da minha vida, às vezes sinto vontade de chorar.. a vida é uma só. tenho medo de não ser feliz de verdade. tenho medo de não cuidar bem desse dom precioso que o Pai do céu me confiou - a vida. e quantas vezes já me peguei fazendo o mesmo pedido da infância: "pai, guarda a minha vida pra mim, porque eu não consigo guardar e tenho medo de perdê-la"..

o pecado amarrou o leme da nossa natureza na direção errada. só é possível viver feliz quando entregamos nossa vida, nossa vontade, nossos planos e futuro nas mãos de quem não pode falhar.

se ao olhar para a sua vida perceber que já errou muitas vezes e perdeu muito do que tinha, tenho uma boa notícia para você: Deus aceita até as menores moedas, pois tem o poder milagroso de multiplicá-las.
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entregue sua vida a Deus, confiando que ele fará o resto.