sexta-feira, 28 de novembro de 2008

olhar

"..olhai para mim e sede salvos" (isaías 45:22).
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na bíblia, a salvação é apresentada através de figuras simples: um passo, um abrir de portas, um esconderijo, um resgate, um remédio... um fio escarlate, que lhe atravessa as páginas sagradas com um nó central, inviolável, em forma de cruz.. ou um olhar.

as palavras vêm do calvário, pois a salvação acontece quando mantemos os olhos fixos em Jesus.

uma ação: olhe para cristo e não para você mesmo – seu passado, seus pecados, suas limitações ou mesmo suas boas ações. olhe para cristo e não para as pessoas à sua volta – não se compare a elas, nem se guie pelos seus mapas. olhe para cristo, volte-se para ele, busque-o – ao dizer e ao calar, para aceitar e para recusar, para escolher, para entender, para esperar. olhe para cristo. quando olho para mim, não vejo como me salvar, mas quando olho para cristo não vejo como me perder. olhe para cristo..
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ele já está olhando para você.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

depois

"havia, entre os fariseus, um homem chamado nicodemos, um dos principais dos judeus. este, de noite, foi ter com jesus.." (joão 3:1-2).

um dos temas mais revistos no folhear das páginas da bíblia é a atitutude requerida dos homens ao se encontrarem com Deus. um Deus grande, santo, puro exige que as sandálias do orgulho, auto-suficiência e presunção sejam retiradas antes de suas entrevistas. é inegável a importância dada à maneira como vamos à presença de Deus. mas descobri que existe algo ainda mais importante. mais importante do que o "como vamos a Deus" é a forma como saímos de nossos encontros com ele.

há duas histórias bíblicas que ilustram essa verdade. lembra daquele rapaz anônimo, mencionado simplesmente como um tal de "jovem rico"? os evangelhos colocam diante de nós a atitude do riquinho. chegou com a melhor roupa, contando os passos, medindo as palavras. polido, reverente, uma atitude de quem, aparentemente, quer aprender, quer mudar. mas não foi guardado como segredo o triste fato de que o herdeiro mais invejado da região, depois de ter se encontrado com o próprio Deus-homem, "retirou-se triste" (mateus 19:22) e para nunca mais voltar. tudo o que se pode ouvir sobre o restante de sua experiência depois deste evento é um completo silêncio.

mas você consegue lembrar do grande nicodemos? respeitado pelos vizinhos e familiares, saudado pelas ruas, lembrado e referido como um profundo conhecedor da lei. ele também se encontrou com Deus. a bíblia conta que numa noite qualquer ele foi à procura de jesus. mas por que à noite? alguns tentam defender o doutor da lei com explicações de plástico. alguns argumentam que nicodemos foi ter com jesus à noite porque este teria sido o único espaço que encontrou na agenda do messias atarefado. isso não me convence, pois jesus não era o tipo de pessoa que deixava pra falar depois. jesus era o autor dos convites mais inusitados, era quem acolhia até os pequeninos.. para mim, nicodemos escolheu a escuridão da noite como o disfarce perfeito. ele não queria ser visto.

chegou às escondidas, de "salto alto", dono do saber, com alguns livros debaixo do braço. chegou questionador, com perguntas capciosas. chegou errado. mas não é difícil perceber que algo extraordinário aconteceu em sua vida. ele saiu dali com uma nova experiência, uma nova perspectiva, um novo batismo. um outro relato sobre nicodemos foi preservado: o momento em que ele e josé de arimatéia tomam o corpo de cristo e lhe dão um sepultamento digno. mesmo antes da cruz, a experiência de nicodemos já havia sido dividida em antes e depois de cristo.

no culto pagão o adorador é convidado a comparecer à presença de suas "divindades" com oferendas que lhes aplaquem a ira - o adorador é o protagonista do sacrifício. no cristianismo, a imagem do culto é totalmente invertida: é Deus quem realiza o sacrifício. o convite é para quem não tem mérito algum. o sacrifício já foi feito e o dom da cruz é oferecido a mãos pequenas e vazias como as suas e as minhas. não importa tanto como nos aproximamos dele. o importante é o tamanho do presente que ele nos concede se lhe abrimos as mãos e o coração.

não sei quando foi seu último encontro com jesus. mas lhe asseguro que você pode encontrá-lo até mesmo durante a leitura destas linhas. não importa tanto como você chegou a esta página. o importante é como você sairá. em sua experiência diária o céu quer escrever também um marco divisório, AC e DC - antes e depois de cristo.
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uma boa notícia: agora já é depois.
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ps um frio que nunca senti. e uma saudade agravada pela distância maior que já experimentei. mas Deus vai comigo. conto com suas orações..

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

milhas

não sei como anda sua vida esses dias.. não sei que espaço esta janela tem ocupado em sua rotina, mas fico feliz ao receber cada comentário, cada e-mail seu. até aqui dediquei um tempo especial para dividir com você as mensagens escritas. espero que continue clicando e dividindo comigo sua impressões sobre cada tema..

estou vivendo um momento diferente em minha vida e rotina. peço sua oração e compreensão, caso a freqüência das postagens diminua..
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um bonito sábado.
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ps descanse..

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

amanhã

as palavras de jesus têm uma força incomum. o pouco que ele escreveu na areia, o vento apagou, mas o que disse está gravado na mente e no coração de seus seguidores até hoje. no entanto, há algumas frases suas que soam de maneira estranha. não têm fácil explicação. uma delas me chama a atenção..

jesus ressuscitara ao nascer do dia. e uma pessoa especial se encontrava chorando, sozinha, na entrada do túmulo vazio. seu nome: maria madalena. ela não estava ali por acaso. tinha bons motivos para chorar a perda de jesus. não era sem explicação sua coragem de estar ao pé da cruz nas horas finais de seu mestre, enquanto os outros discípulos se escondiam pelos cantos da noite. sua vida fora marcada pelas palavras de jesus. deve haver algo incrível por trás da experiência de alguém que é liberto de "sete demônios" pela própria palavra de cristo.. de qualquer maneira, a vida de maria estava intimamente ligada à vida daquele que morrera.
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de repente, jesus quebra o roteiro triste da história e aparece vivo. maria é a primeira a vê-lo ressurreto e eu imagino o porquê.
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seguindo o impulso natural, maria corre para abraçá-lo, mas algo estranho acontece. jesus simplesmente se afasta, dizendo: "mulher, não me segure!" (joão 20:17). em outras palavras, "mulher, me solte!" como entender tais palavras vindas da boca de quem só tinha palavras de convite e aceitação? como entender jesus aqui? as palavras seguintes dão nova luz a maria e podem dar a nós também: "vá.. e conte aos outros o que ainda irá acontecer"..
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na caminhada espiritual corremos o grande perigo de nos apegar ao que já passou, ao que Deus já fez por nós no passado e até ao que nós já fizemos por ele ontem. mas as palavras "estranhas" de jesus acendem uma luz, mostram uma nova direção. o mais importante não é o que Deus já fez por nós, mas o que ele ainda promete fazer.. quem vive agarrado ao que foi ontem, não tem espaço nas mãos para receber o amanhã.. não devemos deixar que as grandes coisas que Deus fez ontem em nossa vida nos ceguem para as que ele promete fazer amanhã.
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ouvi tempos atrás a história de um menino que tinha um pai muito ocupado. os melhores momentos de sua infância ele vivera sem a presença do pai. tudo o que ele mais queria era ter o pai perto, estar com ele, mas isso quase nunca era possível.. um belo dia - um dia desses em que a gente sente que alguma coisa precisa mudar - o pai resolveu adiar todos os compromissos e passar um dia com o filho, só com ele. seria um acampamento. ele disse: "filho, prepare-se, pois amanhã nós vamos passar o dia juntos. só você e eu. nós vamos viajar e vai ser muito legal!". essas eram palavras mágicas para um garoto pequeno. já era noite. assim, ele correu para o quarto, escovou os dentes, pulou na cama, puxou a coberta e fechou os olhos com toda a força que podia. mal podia esperar chegar o amanhã. acontece que ele não conseguia pegar no sono. sua imaginação passeava, seu hoje era como que invadido pelo amanhã e isso não o deixava dormir.
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no meio da noite, o garoto vai até o quarto do pai e bate à porta. o pai fica assustado ao ver o menino acordado àquela hora. "o que aconteceu, filho?", pergunta. ao que o menino responde: "é que eu não consigo dormir.." o pai continua: "filho, você precisa dormir. lembra? amanhã é o nosso dia. vai ser um dia cheio. você precisa descansar!" o menino junta toda a alegria que o impedia de dormir e diz: "pai, é sobre isso que eu quero falar.. pai, obrigado pelo amanhã!"
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com jesus, o melhor ainda está por vir. se no passado ele nos ofereceu perdão e salvação através de sua morte, no amanhã ele nos promete o abraço da eternidade, quando de sua segunda vinda. às vezes eu me sinto como um garoto pequeno num quarto escuro, esperando a noite dessa vida passar. não sei se você já sentiu assim..
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a promessa mais bonita da bíblia está escondida nas palavras de jesus: logo logo a luz do sol de sua vinda vai brilhar, acabando com as trevas do pecado nesse mundo. que seu coração marque ansioso cada momento da espera.
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eu mal posso esperar esse dia amanhecer..

terça-feira, 18 de novembro de 2008

espelho, 3/4

a realidade do pecado se torna motivo de frustração na vida de muitas pessoas sinceras. gente que reconhece o mal que abriga. gente que conhece o seu salário - a morte. gente que busca um meio de se salvar, mas que em si só encontra explicações para sua perdição.

infelizmente, nessa luta de consciência, a frustração às vezes se transforma em cinismo. enquanto as mentes mais "lúcidas" da filosofia e antropologia se apressam em negar a existência de algo como o pecado, outras mais "abertas" ironizam a pregação cristã que anuncia uma vitória sobre o pecado.

em casa, nas últimas férias, assistia a um programa direcionado ao público jovem, quando um dos que participavam disse uma coisa que soou em tom de gracejo, mas me chamou a atenção. "quem já dobrou a esquina do pecado, sempre dá a volta no quarteirão", sorriu. é assim que muita gente encara a realidade do problema do pecado. se essa inclinação para o mal ou para o prazer irresponsável que possuímos se chama pecado, então não há como resistir.

como vencer o pecado? é possível vencer o pecado? existe algo mais natural do que pecar? e, sendo tão natural pecar, seria mesmo necessária uma vitória sobre o pecado?

se você, assim como eu, tem mais perguntas que respostas, a boa notícia é que estamos mais perto de Deus quando carregamos conosco dúvidas sinceras do que quando sustentamos crenças vazias. se você tem um forte desejo de ser melhor, de ser bom, de resistir o pecado, agarre com todas as forças a certeza da bíblia de que "àquele que não conheceu pecado, Deus fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça (2 coríntios 5:21). essa graça é concedida não por méritos nossos, afinal, que mérito tem a mão que simplesmente se estende para receber um presente? o mesmo milagre que tornou possível ao pecado repousar sobre a perfeição, fará que a justiça cubra o pecador arrependido. isso se chama justificação - o jeito que Deus usa para nos livrar da culpa do pecado, e esse é o primeiro degrau da escalada cristã.

se você, ao olhar atentamente para a sua vida, perceber que está seguindo o rumo errado, lembre-se que Deus encheu a estrada de retornos - retornos abertos com cravos e cruz. isso é graça.
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próximo retorno a um passo.

domingo, 16 de novembro de 2008

caminhada

tem certas coisas na vida que não dá para fazer depois.

pergunte àquele sujeito apressado, com olhos como que enfeitiçados pelo relógio que marca caprichosamente 23:49h, correndo para encerrar a matéria principal do jornal de amanhã. pergunte àquela senhora de cabelos grisalhos que tem de tomar o ônibus para a penitenciária no dia do aniversário do filho mais novo. ou pergunte a um daqueles dois: o marido que já não é mais querido e esconde na mala suas últimas esperanças e umas poucas peças de roupa para os dias incertos que virão, ou a esposa escondida entre as crianças chorosas no quarto, que não se encontra em meio às perguntas que vêm dos lábios dos pequenos - que inda não aprenderam o que significa final.

existem coisas que têm de ser feitas agora. não admitem atraso, desculpas, demoras.. e trazem consigo os frutos que lhes permitimos produzir. o tempo não perdoa ninguém. e o único tempo que nos pertence é o presente.

a bíblia já revela esse segredo faz tempo. a vida cristã é descrita em muitos textos como uma "caminhada" ao lado de Deus. mas esse "caminhar" com Deus não é uma opção, é uma necessidade. não é um ideal, é o único jeito de ser cristão. não quer dizer que em certos momentos, certos fins de tarde da vida, você vai passar em frente à casa de Deus e convidá-Lo para um cooper espiritual - uma corridinha rápida, uma pequena intensiva no relacionamento para enfrentar uma crise, uma desilusão, a perda de alguém.. longe disso! não há espaço para sedentarismo espiritual no cristianismo, pois religião é o relacionamento do "agora". não fazem sentido todas as imagens bonitas guardadas nas molduras da lembrança. não faz sentido ficar sentado no sofá polindo as medalhas douradas que já se recebeu pelos quilômetros suportados com bravura ao lado do mestre. não faz sentido andar muito tempo com Deus se, em algum momento, você soltar sua mão e tentar andar sozinho, ou mesmo desistir de andar.

lembro que quando eu era menor gostava de conferir a seção de brinquedos de cada grande loja que visitava com meus pais. mesmo que não fosse ganhar nada, eu me divertia passeando por entre as prateleiras repletas de jogos, cores e preços. mas lembro de maneira especial de um dia em que estava com minha mãe, entrando numa dessas lojas bem grandes. naquele dia ela não podia esperar, e ao perceber o brilho dos meus olhos ao nos aproximarmos da tal seção, logo avisou que não poderíamos parar. eu tentei argumentar e, soltando a sua mão, disse as palavras mais tolas que um garoto de cinco anos poderia dizer: "vá na frente, que eu encontro você.."

brinquei por alguns minutos. anotei na memória o que queria ganhar no próximo natal. mas não demorou muito para tudo aquilo ficar sem graça.. não é preciso ser um adulto para perceber que uma loja de brinquedos não é o lugar ideal para uma criança ser feliz. eu tinha que encontrar a minha mãe!

eu não consegui encontrá-la - e não é difícil entender por quê -, mas ela me encontrou.

muitas vezes me sinto como um menino perdido em meio às prateleiras coloridas da vida, perdido do Pai, sem conseguir e, às vezes, sem nem mesmo querer encontrá-lo.

o conselho da bíblia é para você e é para agora: "busque ao senhor enquanto pode achá-lo" (isaías 55:6). mas vá com uma certeza: ele já está à sua procura. é Deus quem nos visita a cada manhã com a semente da vida, e nos convida a andar com ele, sob a luz de sua palavra. aceite esse convite agora, e depois, e depois..
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está esperando o quê?

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

dia santo


dia santo

o sol já vai partindo, dando início ao dia santo / toda alma pecadora se entrega ao seu encanto / da imutável lei divina é a marca mais perfeita / o sinal que traz alívio à fiel nação eleita / toda bênção nesse dia é sempre redobrada / se minhas vontades pessoais são desprezadas / quão imaculado exemplo deu o pai em seu descanso / encerrando seu trabalho e nos dando um dia santo // dia santo, dia do senhor / o teu pôr-do-sol revela o plano redentor / dia da aliança / selo da esperança / marca de um povo escolhido pelo amor // muitos acreditam que o dia não faz diferença / basta ser sincero e a Deus oferecer a própria crença / mas a bíblia é clara quanto ao dia escolhido / sábado no éden foi o dia definido // és bem-vindo, és bem-vindo / santo dia do senhor / és bem-vindo, és bem-vindo / santo dia do senhor

bom descanso..

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ps poema por felipe tonasso, delmar reis e cleverson pedro canção por cleverson pedro. lembrança de uma época de ouro. deca, clevinho e negão.. Deus abençoe cada um onde estiver.. saudades.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

fim

"a graça do senhor jesus seja com todos. amém" (apocalipse 22:21).
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a bíblia é um livro de histórias. em lugar de conceitos, suas páginas guardam o registro de experiências vividas por homens e mulheres, em seu crescente relacionamento com Deus. invés de odisseias protagonizadas por heróis invencíveis, as páginas sagradas expõem tropeços e quedas de pessoas vulneráveis e comuns, ao longo de sua caminhada de fé.

cada história, no entanto, carrega a marca de um personagem principal. o mesmo verbo que criou o mundo, age em cada cena, cada capítulo escrito pelos filhos de Deus. da primeira à última palavra. do princípio ao amém..
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amém.. aliás, mesmo num texto grego, a última palavra da bíblia é de origem hebraica, e quer dizer "assim seja, verdadeiro, firme, seguro". sua raiz semítica 'amn' tem como sentido genérico "merecer confiança, confirmar e apoiar". expressão freqüente do antigo testamento, em alianças e promessas, e ainda viva nos lábios de jesus no novo testamento (as palavras "em verdade, em verdade" são simplesmente uma tradução de amen amen).
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o amém é uma confirmação expressa diante de uma nova informação ou mesmo de verdades antigas, que decidimos abraçar a cada momento. é uma assinatura vocal. é uma resposta pessoal.
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mas para joão, o amém é mais que um combinado de sons. é mais que uma afirmação, mais que uma interjeição. para o discípulo amado, o amém é uma pessoa (apocalipse 3:14). cristo é a testemunha fiel e verdadeira. ele é a verdade em essência. ele é o amém. e não poderia ser diferente. ele que é a primeira palavra é também a última. ele que é o princípio é também o fim. ele conhece todas as histórias. ele é o autor e é também o consumador da obra..
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a primeira palavra: cristo. a última palavra: cristo. ele é a inspiração de cada linha, a força de cada vitória, sentido de toda busca. ele é tudo em todos.. é assim nas histórias da bíblia. e em sua história?
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que cristo seja o primeiro e o último em sua vida. que ele seja a primeira e a última palavra em cada dia seu, em cada projeto, em cada relacionamento, em cada espera, em cada sonho.. que ele seja o tudo em seu tudo.
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e fim..

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

princípio

bereshit barah elohim são as palavras hebraicas originais, que inauguram as páginas da bíblia. amada por uns, contestada por outros, "no princípio Deus criou" (gênesis 1:1) é uma das sentenças mais conhecidas do mundo. revela um ato criativo e misterioso do passado, mas é possível que diga bem mais..
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a estrutura é simples. da direita para a esquerda (que é como se lê o hebraico), temos os elementos da frase. elohim é um termo que se refere a Deus, que poderia ser literalmente traduzido por "deuses". mas a terminação plural do hebraico nesse caso, antes de tudo, aponta para a grandeza da divindade, bem como para sua força e poder infinitos. barah é um verbo e significa "criar", mas com um detalhe importante: barah se refere a uma criação diferente, não a partir da matéria, como indicam outros verbos, mas a partir do nada. Deus criou a partir do nada..

agora chamo sua atenção para o último (ou o primeiro) dos termos. bereshit. essa, na verdade, é uma palavra composta, comumente traduzida como uma espécie de advérbio de tempo. aqui temos a união de dois termos. be - que é uma preposição (no hebraico as preposições podem vir assim, aglutinadas à palavra com que tem mais ligação) com muitos significados: em, por, através de, por meio de, etc - e reshit, variação da raiz rosh - que também possui muitas traduções: cabeça, início, princípio, principal, raiz, etc.
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o que para muitos contém uma informação simples é tema de muitos estudos no mundo da teologia. a questão é: o que moisés queria dizer de fato com essas três palavras? estaria a ênfase do texto no tempo ou no modo da ação de Deus?
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existe uma antiga tradição rabínica que opta por outra interpretação de gênesis 1:1. segundo ela, bereshit não indica tempo, mas modo. logo, sua tradução não seria "no princípio", mas "através do princípio" ou do cabeça - o que é perfeitamente aceitável, em hebraico. sendo assim o rosh não seria uma marca fria na linha cronológica da eternidade, mas um instrumento da criação. o "princípio" não seria um quando, mas um quem. não seria um tempo, mas uma pessoa..
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avançando para as páginas do novo testamento com isso em mente, é possível experimentar uma sensação diferente quando ouvimos joão apresentar cristo como o verbo encarnado, dizendo que "todas as coisas foram feitas por meio dele, e, sem ele, nada do que existe foi feito" (joão 1:3); ou quando lemos na correspondência de paulo uma das maneiras como ele mais se refere a cristo: "ele é o princípio" (colossences 1:18), o cabeça, o primogênito, o primeiro - o principal.
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"através de cristo Deus criou.. e o espírito pairava sobre as águas". a trindade presente nas primeiras palavras do gênesis.
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através de cristo Deus criou o mundo e tudo que existe. é através de cristo que Deus deseja recriar o mundo. e mais que isso, é através de cristo que Deus quer recriar a minha e a sua vida. a verdade é que, para Deus, é muito mais fácil criar a partir do nada, como no princípio, que recriar hoje, contra a vontade humana. o Deus é o mesmo. o poder é imutável e infinito. o instrumento, cristo. a matéria é o nada que somos. o plano é nova criação, em cristo jesus.
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que você dê lugar em sua vida para o instrumento perfeito de Deus para criar e recriar. que sua vida seja palco para os grandes atos de Deus e que você sinta a alegria de ser uma nova criatura..
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amanhã tem o fim.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

azuis

não faz sentido
procurar sempre um sentido,
as respostas aos pedidos
que a solidão me traz.
enquanto falo
e divago em procuras
por explicações mais puras
a existência se desfaz.

se tenho medo
e me escondo dos pesares
e desejo que pros ares
vá metade do que vejo
só egoísmo

me preenche enquanto vivo;
não sou mais que informativo
dos meus mais tortos desejos.
quero aceitar
aquelas coisas sem sentido,
os segredos do infinito,
que apontam para o céu.
minhas procuras,
que tão justas me parecem,
muitas vezes escurecem
meus sentidos mais azuis.

preciso calar.
preciso sorrir.
preciso largar de tentar completar
o que é pleno em sua falta.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

confiança, 1/2

na hora de tentar libertar o cão de uma armadilha, extrair um espinho do dedo de uma criança, ensinar um menino a nadar ou salvar alguém que não sabe, conduzir um principiante assustado em um local perigoso nas montanhas, o único obstáculo fatal talvez seja a desconfiança deles.

pedimos que confiem em nós desafiando seus sentidos, sua imaginação e sua inteligência. estamos pedindo que creiam que o que é doloroso aliviará seu sofrimento e o que parece perigoso é sua única salvação. pedimos que aceitem aparentes impossibilidades: que mover a pata de volta para a armadilha é a única maneira de sair, que machucar muito mais o dedo acabará com a dor, que a água, inegavelmente permeável, resistirá e suportará o corpo, que se agarrar ao único apoio a seu alcance não é o jeito de evitar o afogamento, que subir um pouco mais até uma saliência maior é o caminho para não cair.
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para explicar todas essas incredibilidades, podemos contar apenas com a confiança do outro em nós, uma confiança certamente sem fundamentos aparentes, claramente prejudicada pela emoção. e, talvez, se formos estranhos a eles, não poderemos contar com nada além da confiança que podem transmitir a expressão de nosso rosto e o tom de nossa voz ou, no caso do cão, nosso cheiro.

às vezes, por causa da incredulidade, não conseguimos grande coisa. mas se tivermos sucesso, será porque acreditamos, contra todas as evidências. ninguém pode nos culpar por pedirmos essa fé. ninguém pode culpá-los por tê-la. ninguém vai dizer depois que o cão, a criança ou o garoto foram tolos por confiarem em nós.

para Deus somos o que o cão, a criança, o banhista ou o montanhista foram para nós, mas em grau muito maior.. confiança são se explica.
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c.s. lewis

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

listas

às vezes tenho a impressão de que meu dia cabe em uma lista.

costumo listar minhas tarefas. e são tantos verbos, que nem sempre sobra espaço na agenda. coisas que preciso fazer, comprar, preparar, estudar, resolver, reclamar, discutir. esses são verbos da ação. roubam tempo e energia. triste é quando esses são os verbos principais na rotina e duro é encarar minhas listas passadas e perceber que em muitos dias quase não há tempo reservado para os verbos da reflexão: orar, meditar, silenciar, descansar.

cansei de ser refém de minhas listas encantadas, regidas pela ansiedade e seus muitos verbos - ter, parecer e aparecer, conquistar, superar, encontrar. cansei de tentar dominar o tempo e esbarrar nos outros. cansei de correr nas esteiras do egoísmo e patinar nas frustrações.cansei de olhar a vida através das vidraças quebradas dos sonhos desfeitos. cansei de tentar por mim.

um dia desses escrevi uma nova lista. não para um dia apenas, mas para me acompanhar sempre, lembrando verbos essenciais. em resumo, entendi que preciso de muito mais tempo com o Verbo principal, aquele que é a origem de todos os verbos e que dá sentido à lista da minha existência. entendi que preciso ser cada dia menos de mim e mais dele, e isso requer tempo - um tempo especial.

reveja suas listas. reavalie seus dias. tome tempo para os melhores verbos.
e descanse.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

espelho, 2/4

em dias como os nossos em que as pessoas se apresentam diante do mundo com seus muitos cartões, estilos, idéias, salários, diplomas, cabelos, ou mesmo orkuts, é raro encontrar alguém que se conheça.

o que mais se encontra é gente frustrada, ou por não saber quem é ou por descobrir dentro de si algo diametralmente oposto ao que diz e espera ser. são pessoas boas que, num momento ou outro, se descobrem más - e a ironia da vida é descobrir que os bons também são maus -, ou pessoas ruins, que se deixam vencer pela idéia de que são piores do que pensavam. a vida é assim, reveladora. e arrisco dizer que não há um ser humano que saia da história sem notar o monstro que carrega dentro de si. parece que as pessoas mais próximas da realização são as mais sensíveis ao mal que lhes é inerente.

costumo acordar cedo. e, antes de sair do meu quarto para qualquer atividade, paro dois minutos na frente do espelho e, pelo menos, cinquenta diante de Deus. esse não é tanto um segredo para ser bonito, no sentido raso do termo, mas para saber quem de fato eu sou. quando dedico tempo diante da bíblia, as máscaras caem e o coração se abre. uma atitude humilde em relação a Deus e sua palavra é o único meio eficaz para alcançar auto-conhecimento.

tempos atrás, visitei um desses muitos grupos chamados AA (alcoólicos anônimos) que existem por aí. lembro que entrei naquela sala pequena e enfeitada com mais receio que curiosidade. tomei assento numa das últimas cadeiras e, aos poucos, vi chegando os interessados. uns saídos da escuridão das ruas desertas àquela hora, meio fora de si, como que denunciando uma recaída ou marcando a sua primeira visita ao lugar, outros bem diferentes: barba feita, cabelo cortado, camisa bem passada, olhar decidido, mãos firmes. um desses últimos deu-me um susto ao se dirigir à frente para dar início à reunião da noite. sentando-se numa cadeira especial, ele iniciou seu discurso, dizendo: "meu nome é josé. eu sou um alcoólatra" - palavras estranhas vindas de um homem sóbrio. ouvi muitas histórias naquela noite de segunda-feira. ouvi de pessoas que há muito tempo não punham sequer uma gota de álcool na boca, mas reconheciam-se doentes, alcoólatras, sabendo que se uma pequena janela for aberta, um "primeiro gole" for dado, um montro pode invadir novamente sua vida e destruir mais uma vez a família, as finanças, o futuro.

é assim com o pecado. é só baixar a guarda por um momento e somos dominados por um estranho mal que há dentro de nós. é preciso se conhecer bem, conhecer quem somos quando as luzes se apagam, quando os olhos não nos vêem.

diante do espelho de Deus existe um lugar chamado sinceridade, que arranca de mim as palavras, cheias de vergonha e verdade, "meu nome é cândido. eu sou um pecador". reconheço que sou marcado pelo vírus do pecado. sou doente. minha carne é fraca, meu olhos, maus. reconheço que por mim mesmo não posso ser melhor do que sou.
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ainda não terminou..

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

árvores, 2/2

"árvores agradáveis aos olhos e boas para alimento" (gênesis 2:9).

no primeiro capítulo (para ler árvores 1/2, clique aqui), relembramos a história de um jardim especial e comentamos o porquê do teste das árvores. agora quero convidar você a ouvir mais de perto o diálogo entre a mulher e a serpente, à sombra de uma delas. com base em que informações eva decidiu comer do fruto proibido? já pensou sobre isso?

diante da oferta inusitada de um animal, tudo que eva tinha como defesa era a palavra de Deus. era a palavra do criador contra a de uma criatura. Deus dissera que quem comesse do fruto proibido morreria, mas tudo que a mulher tinha ao alcance das vistas era uma serpente que tanto vivia quanto falava, e falava o contrário - "certamente não morrerão!" aliás, junto com essas palavras vieram outras que chamaram ainda mais atenção: quem comesse daquele fruto se tornaria como Deus! (gênesis 3:5). mas é este ponto que me chama a atenção. há algo estranho nestas palavras, nesta oferta..

em primeiro lugar, satanás está oferecendo o que não podia dar. já pensou nisso? oferece um fruto, mesmo sem ser o dono do jardim, das árvores ou dos frutos. ele era sim - o que continua sendo - um intruso. oferece vida, desdizendo o próprio Deus - dono, autor e essência da vida. insinua ser portador de uma verdade tão grande quanto secreta, sendo ele mesmo o pai da mentira.
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em segundo lugar, satanás está oferecendo o que eva já possuía. oferece identificação com Deus - "vocês serão como Deus" (gênesis 3:5). mas isso eva já tinha, pois fora criada à imagem de Deus (gênesis 1:27). oferece um fruto "agradável e atraente" (gênesis 3:6), o que o casal também já possuía. a bíblia diz que Deus encheu o jardim com todo tipo de árvores "agradáveis e boas" (gênesis 2:9). essas lhe palavras são familiares?
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eu fico me perguntando: por que somos tão rápidos para aceitar as ofertas mentirosas do diabo e tão relutantes em aceitar as ofertas abundantes de Deus? será que o que ele nos oferece não é melhor? antes de responder a essas questões, eu preciso lhe perguntar: você acredita mesmo que Deus é bom.. e que as coisas que ele nos oferece são as melhores? como é Deus para você?

o pecado cria em nós sensações estranhas, para as quais não fomos criados. são falsas necessidades, falsas urgências, falsas prioridades que diminuem a vida que recebemos de Deus e, conseqüentemente, nos afastam dele. ao fechar esta janela você vai voltar para sua batalha diária, mas que dessa vez você vá decidido a andar pelo lado seguro do jardim. e que escolha experimentar o sabor dos frutos que Deus plantou ali para você.

oro por você.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

parábola do chuveiro

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era uma vez um homem que decidiu que não iria mais tomar banho. todo mundo se assustou com a estranha notícia. a esposa protestou e ameaçou largá-lo. os filhos tentavam esconder a identidade do pai, na escola. os amigos ligaram para saber detalhes da história. e o homem começou a colecionar explicações.

a uns ele dizia que tudo se tratava de um trauma de infância - fora banhado à força pelos pais, quando criança, e sem direito de escolha. a outros contava que até costumava tomar banho, mas isso logo se tornou uma coisa chata. no trabalho, explicava tudo com a falta de tempo. aos vizinhos, dizia que há tantos tipos de sabonete que ele não conseguia escolher um que não lhe danificasse a pele. aos mendigos avisava que as pessoas que se banham são hipócritas - e se acham superiores às outras - e os despedia sorridentes. ao espelho repetia em silêncio: "nenhum dos meus amigos toma banho.." aos pais, que ligaram de longe preocupados, explicou que voltaria a tomar banho quando ficasse tão velho quanto eles. aos filhos prometeu que se banharia no natal e na páscoa, sem falta. aos transeuntes curiosos anunciava em cartazes fixados no muro: "cuidado! os fabricantes de sabonete estão somente atrás do seu dinheiro". e à esposa, a quem menos poderia enganar, simplesmente disse que achava o banheiro deles muito frio.

e assim os dias foram passando, com perguntas óbvias e respostas vazias. o que o homem não revelou a ninguém foi seu verdadeiro motivo: era alérgico a água - o que é mais comum do que ele poderia imaginar. tinha vergonha. e agora, querendo se curar apenas piorava a situação. sujeira não cura nada. cuidado com o perfume francês.

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quem lê entenda.