terça-feira, 11 de novembro de 2008

azuis

não faz sentido
procurar sempre um sentido,
as respostas aos pedidos
que a solidão me traz.
enquanto falo
e divago em procuras
por explicações mais puras
a existência se desfaz.

se tenho medo
e me escondo dos pesares
e desejo que pros ares
vá metade do que vejo
só egoísmo

me preenche enquanto vivo;
não sou mais que informativo
dos meus mais tortos desejos.
quero aceitar
aquelas coisas sem sentido,
os segredos do infinito,
que apontam para o céu.
minhas procuras,
que tão justas me parecem,
muitas vezes escurecem
meus sentidos mais azuis.

preciso calar.
preciso sorrir.
preciso largar de tentar completar
o que é pleno em sua falta.

1 comentários:

Julia Sant'Ana disse...

lindo! sim é preciso, mas não desista da procura.