quinta-feira, 28 de agosto de 2008

máfia do éden

"disse o homem: 'foi a mulher'" (gênesis 3:12).
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não faz muito tempo, conheci um jogo interessante - a máfia. talvez você conheça. é bem simples: os participantes se dividem em dois grupos, os cidadãos e a máfia, com objetivos distintos. os primeiros devem descobrir quem faz parte da máfia, antes que sejam eliminados; os demais precisam manter secreta sua identidade, usando a melhor argumentação para convencerem suas "vítimas" de quem são inocentes.
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como um bom cidadão, participei de uma partida apenas. mas foi o suficiente para identificar a principal estratégia dos adversários. quando algum mafioso é apontado, sua reação imediata - e principal defesa - é acusar outra pessoa. é engraçado, mas no jogo da vida, infelizmente, as coisas acontecem do mesmo jeito..
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a segunda cena bíblica que contém uma fala de adão já revela nele uma tendência que todos nós herdamos. quando confrontado por Deus, prontamente joga a culpa em outrem - a mulher que louvara na cena anterior (gênesis 2:23). de quem era a culpa? o homem empurra para a companheira, que passa para a serpente.. e o bicho falante se cala. sua missão teve êxito: em última análise, tentando fugir da confrontação divina, adão e eva lançavam a culpa no próprio Deus, que os fizera seres responsáveis.
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mentira, fuga e acusação nunca consertaram nada na história humana, pois o caminho para o coração de Deus é o caminho da sinceridade.
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Deus não pode moldar um coração rebelde. não pode limpar uma casa de portas fechadas, nem pôr riso em um rosto mascarado. ele não pode fazer nada por quem não somos, mas sua onipotência toma lugar quando encontra espaço em uma vida sincera.
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antes que paulo pudesse declarar: "pela graça de Deus, sou o que sou" (1 coríntios 15:10), teve que gritar para o céu e para a terra: "miserável homem que sou!" (romanos 7:24). e você? quando é confrontado pelas conseqüências de suas escolhas, como reage? e aí.. foi você?
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e a cidade acorda..

2 comentários:

livia longo disse...

o crescimento espiritual está diretamente relacionado com a sinceridade. na verdade, qualquer relacionamento é assim. sua ausência traz uma união superficial, se bater um vento desmorona rapidinho. se não for sincero com o outro, consigo mesmo, conseguiremos ser com Deus? hummm difícil.
mto boa reflexão cândido
beijo

cândido gomes disse...

oi, lívia.. de fato, sinceridade é fator crucial em todo relacionamento. é a base da confiança e das escolhas.. parece que vai ser muito interessante ter suas visitas e idéias aqui também. está mais que convidada. abraço.